Quarta-feira, Fevereiro 27, 2008

Translúcido como água "barrenta"


Já ninguém duvida da inércia e da inépcia do nosso sistema de justiça. Vivemos no país da impunidade, da falta de transparência, do tráfico de influências e do "salve-se quem puder". O sistema político está ruído e quem de alguma forma pretende remar contra este sentimento, digamos que, "leva por tabela". É gritante a falta de transparência de todas as organizações e instituições públicas e a promiscuidade pública-privada. Desde o simples atendimento ao público até à decisão final. Recentes casos como o do Casino de Lisboa, Figueira Connection, Mota-Engil, Portucale, Submarinos e afins, Futebol, Autarcas e Construção Civil entre outros que demonstram o carácter de inimputabilidade com que tanta "gentinha" circula neste país. País de favores, políticos irresponsáveis e com pouco sentido de cidadania, sem escrúpulos e sem valores que se julgam acima da lei, sociedade civil que se acomoda e alheia por completo da democracia e do dever de participação, Instituições de funcionamento obscuro, onde impera a regra do subterfúgio para contornar o procedimento normal com o intuito de se alcançar algo. Vivemos num país onde apenas se considera crime "matar alguém", "violar alguém" ou "infrigir o código da estrada". Tudo o resto é aceite por todos! E mesmo quando somos chamados a participar com o nosso poder de decisão eleitoral, não conseguimos ter um palmo de testa para pensar na responsabilidade que nos está a ser atribuída para decidir sobre quem queremos que nos represente. Estou farto de embustes. Farto de promessas. Farto de Gente que Rouba o Erário Público impunemente. Farto de influências e "cunhas". Farto de Burocratas e Demagogos. Farto dos Direitos Adquiridos. Farto deste País que se vai moldando à imagem de um ladrãozeco que veste roupa de Primeiro Mundo com a bandeira azul e com estrelinhas douradas.

Hugo Raimundo

"Política do acaso, política de compadrio, política de expediente. País governado ao acaso, governado por vaidades e por interesses, por especulação e corrupção, por privilégio e influência de camarilha, será possível conservar a sua independência?"

Eça de Queiroz, 1867

12 comentários:

Anónimo disse...

E fazes o quê quanto a isso?É preciso provocar uma crise no sistema de poder politico.Reduzir os partidos à sua insignificancia(militantes).ABSTENÇÂO TOTAL JÀ!!!É preciso provocar uma crise no sistema financeiro.Reduzir significativamente os pedidos de empréstimo(por muito que custe aos novos candidatos ao falso status quo social do tenho casa,tenho carro,tenho um plasma na sala) e RETIRAR O NOSSO DINHEIRO DOS BANCOS.O resto são lamurias e projectos de intençoes sem significado para os DONOS DAS OBRAS.

Anónimo disse...

O Hugo Raimundo trabalha onde? Terá sido com cunha que la foi parar? Ou a moral é só para os outros?

RMG disse...

É verdade, desde há uns bons anos em que foi publicado o "Contos Proíbidos" de Rui Mateus, que nada se faz. Curioso, ou talvez não, é a editora se recusar a publicar novas edições. Desde aí que concordo com o post, este país não tem emenda.

Anónimo disse...

Será proibitivo pensar de outra forma. É uma realidade inegável e já começa a estar à vista de toda a gente. Só não vê quem não quer, mas o que é que o povo pode fazer?! Ir para a rua combater, ir para a rua protestar, ir para a rua chorar no porcaria em que vivemos?!
Não vale apena, porque os nossos governantes já se esquecerem que um dia foram da classe média. Sim porque há muitos, que mesmo após Abril eram uns zés ninguéns. Alguns até especialistas a roubar e a falir empresas. Mas agora, tem dinheiro para 2 gerações. Que lhes importa que o zé, a maria e o joão, estão no desemprego ou que os filhos não têm esperança numa qualidade de vida que deveria estar garantida à nascença.

Sinceramente eu não sou da vossa linhagem partidária, mas sou obrigado a reconhecer e a concordar com a vossa opinião.

Acho que um "25 de Abril" não será suficiente, lembrem-se que fazemos parte da Comunidade Europeia e o Engenheiro Socrates, acabou de nos vender a retalho no Tratado de Lisboa, a nossa soberania está fortemente hipotecada. Já não somos senhores dos nossos destinos.

Tudo se fez em cima do Joelho, mas de todos os episódios dos joelhos, a passagem para o Euro e o abandono do escudo é certamente aquela que nos deu a estocada final, que agora se começa a sentir.

Basta recorrermos à analise de gestão popular.
Quanto custava um café em Dezembro de 2001!? 50$? Agora custa 120$!!! Mesmo que aplicassemos um indice de 10%/ano ( 3 vezes superior à inflação, isto se os números fornecidos forem verdadeiros) pelos anos que passaram (5 anos) o preço seria de 80$!! Infelizmente estamos 40% acima disto. E este feliz ou infeliz exemplo atesta por completo, a forma como os portugues foram expoliados das suas normais vidas.

Posso pensar que os empresários e o comércio, foi um pouco atrás dos arredondamentos favoráveis ao aumento das margens de lucro, o problema é que todos pensaram da mesma forma: comerciantes, empresários, industriais, estado etc.. E aumentaram-se os custos de produção, diria eu sem querer.

Qual é o estado ou o governo que se lança ou propõe a uma metamorfose desta natureza sem saber as consequências e exaustivamente prever cenários como o que vivemos actualmente.

Eu considero que da década de 90 até meados de 2002, os portugueses viveram um periodo com alguma estabilidade, com alguma esperança em relação ao futuro de Portugal, mas isso custa-nos muito neste momento . . .

Os jovens devem procurar os programas erasmus e tentar se fixar nos paises de destino. Esta prática já está assumida pelo governo, basta consultarem os Centros de Emprego e informarem-se sobre estágios profissionais no estrangeiro. São simplesmente pagos e certamente não será para importar sabedoria!

Apostam na emigração, pois é aqui que reside a solução das miseráveis vidas que se esperam para os jovens com qualificações.

Estamos perante um pais da América Latina, disfarçado de primeiro mundista e de novo rico. Eu pergunto, descobriu-se o petróleo aonde???

Parece-me a mim e fazendo uma análise mais microeconómica, a região do Algarve, daqui a 10 anos será aquela que oferece melhores condições de vida, uma vez que os seus governantes locais perceberam há 35 anos que o Turimo era o seu caminho e atabalhoadamente tiveram sorte, e surgiram os investimentos oriundos do norte da Europa que geraram um choque social e económico. De uma região pobre, surgiu a sofisticação estrangeira. E passando rapidamente por cima de tudo isto, devo acrescentar que se adivinha a instalação de um autodromo que ainda não está feito e já tem uma escuderia da formula 1, residente o ano inteiro. Não quero mentir, mas julgo ser a Toyota que é só o nº 1 dos orçamentos neste palco de luxo que é a formula 1. Muitos deverão pensar: então o que é que isso nos interessa...Eu diria que pelo menos aos Algarvios deverá interessar muito e que provavelmente surigirá recrutamento português. São 1200 pessoas que trabalham para esta equipa.

Então como é que havemos de fazer para sermos brindados com isto.

Devemos começar pelos governantes que se encontram na Assembleia da República: Miguel Almeida, Portugal; Rosário Águas, Pereira da Costa, este senhores devem desenvolver esforços no sentido de captar investimentos, pressionar a Autarquia a tomar deligências no sentido de criar uma nova zona industrial, com preços e vantagens aterradoras para quem se instala, dando prioridade a projectos de inovação como já se faz em Cantanhede. Pressionar o Governo para se tranformar Vila Real em aeroporto civil! ISto seria importantissimo, mais do que mil plataformas logisticas, que não passam de meros instrumentos básicos de uma economia moderna (dos anos 60).
Pressionar a Figueira GRande Turismo de uma vez por todas a promover e a coordenar os destinos do Turimos local. Gostava de saber quantos estudos de mercado, esta empresa encomendou? Sabem onde estão as niches de mercado que nos interessam? Certamente não estão em Barcelona numa feira internacional de Turismo.

Nenhum estrangeiro visita a Figueira da Foz, sendo este o seu único e exclusivo dentro do país. E nem precisa de vir de AutoCaravana.

Apostem nas cidades que nos rodeiam, apostem nas localidades espanholas mais próximas, continuem a apostar em Coimbra e Viseu. Não vale apena pensar que somos grandes, quando somos pequenos!! Temos que recomeçar de novo e novamente esse processo começa por baixo. Um dia se tivermos um Aeroporto mais pertinho, valerá apena irmos às feiras internacionais.

Gostaria de continuar a escrever, mas já tou farto. Também o aqui se escreve, ninguem liga ou ninguem quer ligar, porque quem manda está convencido que só a sua opinião conta. Mas se assim fosse, Amstrong não teria pisado a Lua.

Abraço

Ps: espero que as eleições de dia 1 corram com tranquilidade e já agora as do Partido Socialista também. São estes os votos do ..........

Anónimo disse...

Urbano

Anónimo disse...

O Cubilhas???

Anónimo disse...

PAredes??

Anónimo disse...

Lídio?

Anónimo disse...

Russo?

Anónimo disse...

Nopes...
está na cara k é o Viva o Leite ou o Mitó.

RMG disse...

Eu acho que é a Ana Gomes. A Eurdeputada socialista que disse que há um compadrio antigo entre Paulo Portas e o PS que se revelou nalguns aspectos particulares da vida politica e não só.

Anónimo disse...

Definitavamente Russo. Tentativa de polimento com sabedoria técnico empresarial e politica, com algum "savoir faire" popularista. Mas gostei sim senhor...